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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

OVULAÇÃO - IMAGENS

Olá pessoal.

Resolvi compartilhar com vocês estas imagens LINDAS tiradas durante uma videolaparoscopia.
Bem no exato momento em que a microcirurgia (era uma histerectomia parcial) foi feita a mulher (de 45 anos) estava ovulando, e o momento foi registrado pelo médico!

O médico era o ginecologista belga dr. Jacques Donnez, da Universidade Católica de Louvai.
Nas imagens, é possível ver o óvulo emergindo do folículo, um saco vermelho cheio de fluidos localizado nos ovários (área clara). Ao ser expelido, o óvulo vem envolvido em uma espécie de gelatina amarela contendo células. Ele então entra nas trompas de falópio e é levado até o útero.
Antes destas fotos se achava que a ovulação era como uma "explosão" que ocorria para liberar o óvulo, mas o dr. Donnez disse que esta que foi um processo lento e demorou pelo menos 15 minutos para liberar o óvulo.

É realmente uma das imagens mais lindas que eu ja vi e eu não fazia idéia que era assim que acontecia.

Vejam abaixo:

As setas brancas e a letra F mostram o ovário, o S é o folículo e a seta preta é o óvulo sendo liberado junto com a camada que o protege.

Seta mostrando o óvulo sendo liberado

Quase saindo...

Óvulo quase caindo e líquido do interior do folículo rompido solto na cavidade abdominal

Lindo demais não?
Olhem como o folículo é literalmente uma bolota que se rompe! Parece um machucado no ovário. Imaginem isso todos os meses acontecendo conosco meninas? Benditos ovários guerreiros! hehehe

O que acharam?
Grande abraço a todos!

domingo, 26 de agosto de 2012

O ESTRESSE E A INFERTILIDADE

Boa tarde!
Voltando depois de algum tempo sem novidades no blog, vamos retomando aos poucos o rítmo ok?
Começando com uma pesquisa publicada no site da g1.com que prova aquilo que a gente sempre escuta das pessoas -"Relaxa que vc engravida!", e que nós sabemos, não é nada fácil.

Estudo Brasileiro sugere tratamento para infertilidade causada por estresse

Um estudo feito no Brasil dá indícios de como medicamentos podem reverter a infertilidade feminina causada pelo estresse. O potencial tratamento, testado em ratos de laboratório, age sobre um hormônio relacionado ao estresse.
O chamado estresse crônico, aquele que acontece por um longo período, pode fazer com que a mulher deixe de ovular. É uma forma que a natureza encontrou de reduzir a fertilidade nessas situações, para evitar que a fêmea fique grávida em um ambiente hostil – os animais sofrem estresse quando têm poucas fontes de alimento, por exemplo.
Entre os humanos modernos, o estresse tem outras origens, como problemas no trabalho, mas a infertilidade segue como uma consequência indesejada. A pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto surge como uma esperança de tratamento para esses casos. 

Estresse agudo
Apesar de buscar uma maneira de reverter a infertilidade causada pelo estresse crônico, o estudo trabalhou também com outro tipo de estresse – o agudo. É o que acontece quando a mulher passa por uma situação de grande tensão.
Embora ainda não haja um consenso entre os cientistas, há evidências de que esse tipo de estresse acelera o processo de ovulação. Nessas situações, o corpo libera uma quantidade muito grande de um hormônio chamado CRH (sigla em inglês para "hormônio liberador de corticotrofina").
A carga excessiva do CRH afeta a ação de vários outros hormônios do corpo, incluindo os sexuais. Isso faz com que a ovulação ocorra um ou dois dias antes do normal. Ou seja, o estresse agudo até aumenta – temporariamente – a fertilidade da mulher.
Na experiência com as ratas, os pesquisadores da USP mostraram que a ovulação é antecipada quando já está relativamente próxima. Se a fêmea já tiver ovulado naquele ciclo menstrual, não muda nada.
Isso explica porque a chance de fecundação é até maior em caso de um estupro, por exemplo, ao contrário do que afirmou o congressista americano Todd Akin, em um debate sobre aborto no início da semana. Dias depois de dizer que “se for um verdadeiro estupro, o corpo da mulher tenta por todos os meios bloquear isso”, Akin pediu desculpas pela frase.
“Não adianta, mesmo a mulher não querendo, o corpo libera o óvulo”, esclareceu Guillermo Traslaviña, pesquisador colombiano que é um dos autores do estudo da USP.

A pesquisa
Traslaviña usou um medicamento chamado Antalarmin, “muito útil para doenças em que o sistema de estresse é muito ativo”. Esse medicamento bloqueia receptores do CRH, o que neutraliza a ação desse hormônio. 
As ratas foram colocadas na mesma situação de estresse agudo que as tinha feito ovular. Porém, quando tomaram esse remédio, isso não aconteceu.
“Psicologicamente, ela [a rata] continua tendo um estresse grande”, explicou o pesquisador. No entanto, o tratamento fez com que o estresse não tivesse influência sobre a fertilidade das fêmeas.
Pensando em seres humanos, não seria muito útil ter um tratamento para evitar a ovulação do estresse agudo, até porque esse tipo de situação é imprevisível. Mesmo em um caso de estupro, a pílula do dia seguinte seria bem mais indicada.
Por isso, a ideia dos pesquisadores é adaptar a descoberta para o outro tipo de estresse.
“O ponto agora é tentar fazer modelos novos com estresse crônico, que é uma coisa mais aplicada, para ver se faz o mesmo efeito”, afirmou o autor. O CRH também está ligado ao estresse crônico.

Tadeu Meniconi
Do G1, em São Paulo


Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/08/estudo-brasileiro-sugere-tratamento-para-infertilidade-causada-por-estresse.html

E então? Vale apena tentar relaxar enquanto não sai este remedinho "milagroso" não?
Fazer uma atividade física, um hobbie pra distrair a mente.
Me contem o que vocês normalmente fazem para abaixar o nível de estresse nos comentários.
Beijos e até breve.